{"id":91,"date":"2026-08-14T20:23:18","date_gmt":"2026-08-14T23:23:18","guid":{"rendered":"https:\/\/cozinhamanezinha.com.br\/blog\/?p=91"},"modified":"2026-08-20T18:07:47","modified_gmt":"2026-08-20T21:07:47","slug":"historia-culinaria-florianopolis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cozinhamanezinha.com.br\/blog\/historia-culinaria-florianopolis\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da culin\u00e1ria de Florian\u00f3polis: muito al\u00e9m da heran\u00e7a a\u00e7oriana"},"content":{"rendered":"<p>A culin\u00e1ria de Florian\u00f3polis n\u00e3o veio pronta de um \u00fanico lugar. Ela foi formada na Ilha, ao longo de s\u00e9culos, pelo encontro entre conhecimentos ind\u00edgenas, contribui\u00e7\u00f5es africanas e afrodescendentes, coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa \u2014 especialmente a\u00e7oriana e madeirense \u2014, pesca artesanal, engenhos de farinha, mercados, restaurantes e maricultura.<\/p>\n<p>Por isso, dizer apenas que a cozinha manezinha \u00e9 \u201ca\u00e7oriana\u201d ajuda a reconhecer uma heran\u00e7a importante, mas n\u00e3o conta a hist\u00f3ria inteira. O peixe com pir\u00e3o, a farinha de mandioca, o berbig\u00e3o, a sequ\u00eancia de camar\u00e3o e as ostras cultivadas pertencem a tempos e processos diferentes. Entender essas camadas torna cada prato mais interessante e evita transformar uma cultura viva em uma lista de clich\u00eas.<\/p>\n<h2>Antes dos a\u00e7orianos: o mar e a mandioca j\u00e1 alimentavam a Ilha<\/h2>\n<p>Muito antes da coloniza\u00e7\u00e3o europeia, diferentes popula\u00e7\u00f5es ocuparam a costa da atual Florian\u00f3polis. Os sambaquis s\u00e3o evid\u00eancias materiais dessa presen\u00e7a antiga e da rela\u00e7\u00e3o intensa com peixes, moluscos e outros recursos do litoral. Eles n\u00e3o devem ser entendidos apenas como montes de descarte: tamb\u00e9m s\u00e3o s\u00edtios arqueol\u00f3gicos relacionados \u00e0 vida social, \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio e, em alguns casos, a pr\u00e1ticas funer\u00e1rias.<\/p>\n<p>Mais tarde, povos ind\u00edgenas de l\u00edngua tupi-guarani cultivaram mandioca, milho, feij\u00e3o, batata-doce e outros alimentos, al\u00e9m de dominar a pesca e a navega\u00e7\u00e3o em canoas. A transforma\u00e7\u00e3o da mandioca brava em alimento seguro, farinha e diferentes prepara\u00e7\u00f5es j\u00e1 fazia parte de conhecimentos desenvolvidos nas Am\u00e9ricas antes da chegada dos portugueses.<\/p>\n<p>\u00c9 nessa base que se encontram palavras e preparos como <strong>pir\u00e3o<\/strong> e <strong>beiju<\/strong>. Os colonizadores adotaram ingredientes e t\u00e9cnicas locais porque o territ\u00f3rio n\u00e3o oferecia exatamente a mesma alimenta\u00e7\u00e3o que conheciam na Europa.<\/p>\n<p>Um detalhe hist\u00f3rico ajuda a organizar essa cronologia. O livro <em>E vem do mar<\/em> reproduz o relato de um navegador que passou pela Ilha em 1719 e descreveu uma papa feita ao colocar farinha de mandioca em \u00e1gua fervente. A observa\u00e7\u00e3o antecede a imigra\u00e7\u00e3o a\u00e7oriana em massa, iniciada em 1748. Isso n\u00e3o determina um \u00fanico local de \u201cinven\u00e7\u00e3o\u201d do pir\u00e3o, mas mostra que \u00e1gua e farinha j\u00e1 formavam uma comida reconhec\u00edvel na Ilha antes daquela migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>A chegada dos a\u00e7orianos e a necessidade de adapta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A partir de 1748, a Coroa portuguesa promoveu a vinda de milhares de colonos dos A\u00e7ores e da Madeira para o Sul do Brasil. Na Ilha de Santa Catarina, essa ocupa\u00e7\u00e3o ajudou a consolidar freguesias como Lagoa da Concei\u00e7\u00e3o e Santo Ant\u00f4nio de Lisboa, criadas em 1750, e Ribeir\u00e3o da Ilha, oficializada posteriormente.<\/p>\n<p>Os rec\u00e9m-chegados trouxeram h\u00e1bitos, religiosidade, formas de conviv\u00eancia, conhecimentos agr\u00edcolas, cria\u00e7\u00e3o de animais, temperos e maneiras de conservar e preparar alimentos. Mas n\u00e3o encontraram uma reprodu\u00e7\u00e3o do arquip\u00e9lago de onde partiram. Trigo, carne, leite e outros elementos da alimenta\u00e7\u00e3o anterior n\u00e3o estavam dispon\u00edveis na mesma propor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A cozinha precisou mudar. A mandioca ganhou o espa\u00e7o que o p\u00e3o e os cereais europeus nem sempre podiam ocupar; milho e feij\u00e3o entraram na rotina; peixe e marisco se tornaram ainda mais importantes. Em vez de uma cozinha a\u00e7oriana simplesmente transportada, formou-se uma alimenta\u00e7\u00e3o nova, criada por adapta\u00e7\u00e3o ao ambiente e pelo contato com conhecimentos j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>Essa distin\u00e7\u00e3o n\u00e3o diminui a heran\u00e7a a\u00e7oriana. Ao contr\u00e1rio: mostra que sua perman\u00eancia est\u00e1 justamente na capacidade de se transformar. Festas religiosas, vida comunit\u00e1ria, freguesias, pesca coletiva, quintais, temperos e mem\u00f3rias familiares ajudaram a formar a identidade que hoje associamos \u00e0 Ilha.<\/p>\n<h2>Engenhos de farinha: um patrim\u00f4nio constru\u00eddo por v\u00e1rios conhecimentos<\/h2>\n<p>Durante muito tempo, os engenhos foram centrais na vida rural catarinense. Eles n\u00e3o produziam apenas farinha. Reuniam fam\u00edlias e vizinhos, organizavam trabalho, transmitiam t\u00e9cnicas e davam origem a alimentos como beiju, bijajica, cacuanga, cuscuz de massa, roscas, bolos, farofas e pir\u00f5es.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 2026, o IPHAN aprovou o registro dos <strong>Saberes e Pr\u00e1ticas Tradicionais Associados aos Engenhos de Farinha de Mandioca de Santa Catarina<\/strong> como Patrim\u00f4nio Cultural do Brasil. O reconhecimento \u00e9 especialmente importante porque evita uma narrativa de origem \u00fanica.<\/p>\n<p>O cultivo e o processamento da mandioca partem de conhecimentos ind\u00edgenas. Colonos a\u00e7orianos adaptaram mecanismos de moagem, tra\u00e7\u00e3o animal e formas de organiza\u00e7\u00e3o. Pessoas africanas e afrodescendentes contribu\u00edram com trabalho e saberes de agricultura, carpintaria e constru\u00e7\u00e3o das engrenagens de madeira. A chamada farinha polvilhada catarinense nasceu dessa combina\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Apresentar o engenho somente como heran\u00e7a a\u00e7oriana apaga parte de quem o fez funcionar. Apresent\u00e1-lo como constru\u00e7\u00e3o coletiva n\u00e3o elimina as diferen\u00e7as nem a viol\u00eancia do per\u00edodo escravista; permite enxergar o patrim\u00f4nio com mais precis\u00e3o.<\/p>\n<h2>As contribui\u00e7\u00f5es negras n\u00e3o podem ficar fora da mesa<\/h2>\n<p>A hist\u00f3ria mais repetida sobre Florian\u00f3polis frequentemente pula da presen\u00e7a ind\u00edgena para a chegada a\u00e7oriana, deixando pessoas africanas e afrodescendentes quase invis\u00edveis. Essa aus\u00eancia n\u00e3o corresponde \u00e0 forma\u00e7\u00e3o social da antiga Desterro.<\/p>\n<p>Pessoas negras escravizadas e livres participaram da agricultura, da pesca, dos engenhos, da carpintaria, do transporte, do com\u00e9rcio e do abastecimento urbano. O trabalho aparece em documentos, constru\u00e7\u00f5es e sistemas produtivos, embora nem sempre tenha sido registrado com nomes, receitas e mem\u00f3rias individuais.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um tema em que a Cozinha Manezinha precisa trabalhar com cuidado. N\u00e3o devemos atribuir automaticamente determinado prato a uma origem africana quando a documenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o permite isso. O compromisso correto \u00e9 mostrar participa\u00e7\u00e3o, trabalho e conhecimento comprovados, reconhecer os sil\u00eancios das fontes e aprofundar o assunto em artigos pr\u00f3prios.<\/p>\n<h2>Pesca artesanal: alimento, trabalho e vida comunit\u00e1ria<\/h2>\n<p>O mar n\u00e3o \u00e9 apenas cen\u00e1rio na cozinha de Florian\u00f3polis. Ele determinou disponibilidade de alimento, calend\u00e1rio de trabalho e formas de coopera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesca na regi\u00e3o possui ra\u00edzes ind\u00edgenas e foi modificada ao longo do tempo por t\u00e9cnicas, embarca\u00e7\u00f5es, redes e formas comunit\u00e1rias associadas aos descendentes de a\u00e7orianos. A pesca da tainha \u00e9 o exemplo mais vis\u00edvel: vigias observam o cardume, canoas e equipes lan\u00e7am as redes e a captura envolve regras de participa\u00e7\u00e3o e partilha.<\/p>\n<p>Mas a mesa local nunca viveu somente de tainha. Sardinha, anchova, corvina, bagre, parati, xerelete e outras esp\u00e9cies aparecem conforme a \u00e9poca, o ambiente e a pesca dispon\u00edvel. Valorizar essa diversidade ajuda o leitor a comprar melhor e reduz a ideia de que apenas os pescados mais caros merecem espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m existem t\u00e9cnicas que precisam ser explicadas com precis\u00e3o. \u201cEscalar\u201d pode se referir a abrir o peixe para salgar, conservar ou assar, dependendo do contexto. Um futuro guia espec\u00edfico distinguir\u00e1 esses processos sem transformar m\u00e9todos antigos de secagem em instru\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas inseguras.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, comece pela nossa <a href=\"\/blog\/tainha-escalada-na-brasa\/\">tainha escalada fresca na brasa<\/a>, aberta em borboleta e totalmente cozida, sem secagem dom\u00e9stica ao sol.<\/p>\n<h2>Pir\u00e3o, peixe e farinha: uma combina\u00e7\u00e3o que atravessa os s\u00e9culos<\/h2>\n<p>O pir\u00e3o liga v\u00e1rias partes dessa hist\u00f3ria. Sua base \u00e9 ind\u00edgena: farinha de mandioca misturada a \u00e1gua ou caldo. Na cozinha costeira catarinense, ele passou a acompanhar peixe frito, assado, escalado ou ensopado, carnes, lingui\u00e7a e feij\u00e3o.<\/p>\n<p>O <strong>pir\u00e3o d\u2019\u00e1gua<\/strong>, tamb\u00e9m chamado em alguns lugares de pir\u00e3o de nylon, usa essencialmente \u00e1gua, farinha e sal. J\u00e1 o pir\u00e3o de peixe aproveita o caldo do cozimento e pode receber temperos e peda\u00e7os do pescado. S\u00e3o parentes, mas n\u00e3o s\u00e3o a mesma receita.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar pela vers\u00e3o mais simples, veja nosso <a href=\"\/blog\/pirao-dagua\/\">pir\u00e3o d\u2019\u00e1gua com a medida inicial, os sinais de ponto e duas maneiras de evitar grumos<\/a>.<\/p>\n<h2>Berbig\u00e3o: uma hist\u00f3ria de alimento, territ\u00f3rio e trabalho<\/h2>\n<p>O berbig\u00e3o aparece em s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, na alimenta\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica, no trabalho extrativista e na cultura popular contempor\u00e2nea. Na Ba\u00eda Sul, sua hist\u00f3ria est\u00e1 ligada ao manguezal do Rio Tavares e \u00e0 Reserva Extrativista Marinha do Pirajuba\u00e9, criada em 1992.<\/p>\n<p>O molusco pode aparecer refogado, ensopado, com arroz, em fritadas e, mais recentemente, como recheio de um dos past\u00e9is mais associados \u00e0 cidade. Tratar o pastel como \u00fanico destino esconderia prepara\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas anteriores e a rela\u00e7\u00e3o entre o alimento, os extrativistas e o ambiente de onde ele vem.<\/p>\n<p>Esse conjunto formar\u00e1 um cluster pr\u00f3prio: hist\u00f3ria do berbig\u00e3o, Reserva do Pirajuba\u00e9, compra segura, retirada de areia sem falsas promessas, preparo refogado, arroz e pastel.<\/p>\n<p>A primeira receita desse n\u00facleo j\u00e1 est\u00e1 publicada: <a href=\"\/blog\/berbigao-ao-bafo\/\">berbig\u00e3o ao bafo com alho e cheiro-verde<\/a>, com orienta\u00e7\u00e3o de proced\u00eancia, descarte das conchas inadequadas e filtragem do caldo.<\/p>\n<h2>Mercado, restaurantes e novos s\u00edmbolos da cidade<\/h2>\n<p>A culin\u00e1ria continua mudando quando a cidade muda. O primeiro Mercado P\u00fablico de Desterro foi inaugurado em 1851. O pr\u00e9dio atual abriu em 1899 e atravessou transforma\u00e7\u00f5es no abastecimento, nos transportes, nos aterros e no turismo.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XX, cozinhas familiares e pequenos estabelecimentos ajudaram a consolidar restaurantes de pescado na Lagoa da Concei\u00e7\u00e3o, na Costa da Lagoa, em Santo Ant\u00f4nio de Lisboa e no Ribeir\u00e3o da Ilha. Pratos dom\u00e9sticos passaram a dividir espa\u00e7o com card\u00e1pios pensados para visitantes.<\/p>\n<p>A <strong>sequ\u00eancia de camar\u00e3o<\/strong> \u00e9 um bom exemplo dessa etapa. Ela se tornou um s\u00edmbolo gastron\u00f4mico da Lagoa, reunindo camar\u00e3o em diferentes preparos e acompanhamentos. \u00c9 uma tradi\u00e7\u00e3o urbana e de restaurantes, n\u00e3o um card\u00e1pio trazido pronto dos A\u00e7ores no s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>As duas t\u00e9cnicas de camar\u00e3o j\u00e1 publicadas mostram como o ingrediente exige objetivos diferentes. O <a href=\"\/blog\/camarao-ao-alho-e-oleo-sem-ficar-borrachudo\/\">camar\u00e3o maior ao alho e \u00f3leo<\/a> usa coc\u00e7\u00e3o breve para preservar sucul\u00eancia; o <a href=\"\/blog\/camarao-miudo-crocante-com-alho\/\">camar\u00e3o mi\u00fado crocante<\/a> segue uma fritura deliberadamente mais longa para virar petisco. A diferen\u00e7a entre eles \u00e9 exatamente o tipo de detalhe que uma cozinha viva acumula.<\/p>\n<h2>Ostras: consumo antigo, cultivo recente<\/h2>\n<p>O consumo de moluscos na Ilha \u00e9 muito antigo, como demonstram os sambaquis e relatos hist\u00f3ricos. A cadeia atual de ostras cultivadas, por\u00e9m, pertence a outro momento.<\/p>\n<p>Experi\u00eancias de cultivo ganharam for\u00e7a a partir da d\u00e9cada de 1980, e a produ\u00e7\u00e3o comercial da ostra do Pac\u00edfico se desenvolveu nos anos 1990 com participa\u00e7\u00e3o de comunidades produtoras, UFSC e Epagri. A maricultura modificou trabalho, renda, paisagem e gastronomia em localidades do sul e do norte da Ilha.<\/p>\n<p>Essa hist\u00f3ria recente ajuda a explicar por que Florian\u00f3polis passou a ser conhecida como capital brasileira da ostra. Em 2014, a cidade entrou para a Rede de Cidades Criativas da UNESCO na \u00e1rea da Gastronomia.<\/p>\n<p>Reconhecimento gastron\u00f4mico n\u00e3o dispensa seguran\u00e7a. Ostras, mexilh\u00f5es e berbig\u00f5es filtram a \u00e1gua e podem concentrar contaminantes. Proced\u00eancia inspecionada e monitoramento oficial s\u00e3o mais importantes do que qualquer truque dom\u00e9stico; cozinhar n\u00e3o transforma em seguro um produto retirado de \u00e1rea interditada.<\/p>\n<h2>Afinal, o que \u00e9 cozinha manezinha?<\/h2>\n<p>Para este projeto, cozinha manezinha n\u00e3o \u00e9 um museu fechado nem uma fantasia regional. \u00c9 a cozinha que se formou em Florian\u00f3polis e continua sendo feita, discutida e transformada.<\/p>\n<p>Ela inclui o que veio antes da coloniza\u00e7\u00e3o, o que chegou pelo Atl\u00e2ntico, o que foi imposto pelo trabalho escravizado, o que nasceu nos engenhos, o que os pescadores aprenderam com o mar, o que as fam\u00edlias adaptaram e o que restaurantes e maricultores criaram mais recentemente.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m uma maneira de olhar outras cozinhas do mundo: com curiosidade, respeito pelas origens e liberdade para adaptar quando a mudan\u00e7a \u00e9 declarada. <strong>Sabores do mundo, do nosso jeito<\/strong> n\u00e3o significa chamar tudo de manezinho. Significa cozinhar com contexto, clareza e raiz.<\/p>\n<h2>Fontes consultadas<\/h2>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.saq.sc.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Livro-e-vem-do-mar-completo-para-boneco.pdf\">E vem do mar \u2014 breve hist\u00f3ria dos alimentos e da culin\u00e1ria na Ilha de Santa Catarina<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/iphan\/pt-br\/assuntos\/noticias\/iphan-aprova-registro-dos-saberes-e-praticas-tradicionais-associados-aos-engenhos-de-farinha-de-mandioca-de-sc\">IPHAN \u2014 registro dos saberes e pr\u00e1ticas dos engenhos de farinha de Santa Catarina<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/iphan\/pt-br\/assuntos\/noticias\/iphan-aprova-tombamento-das-freguesias-luso-brasileiras-na-grande-florianopolis-sc\">IPHAN \u2014 tombamento das freguesias luso-brasileiras da Grande Florian\u00f3polis<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/iphan\/pt-br\/assuntos\/noticias\/pescadores-catarinenses-ampliam-as-redes-que-enlacam-a-tainha-em-florianopolis-sc\">IPHAN \u2014 pesca tradicional da tainha em Florian\u00f3polis<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/observagastronomia.fecomercio-sc.com.br\/publicacoes\/todos\/\">Observat\u00f3rio da Gastronomia \u2014 publica\u00e7\u00f5es e pesquisa sobre alimenta\u00e7\u00e3o dos descendentes de a\u00e7orianos<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/repositorio.ufsc.br\/handle\/123456789\/127476\">UFSC \u2014 Mercado P\u00fablico de Florian\u00f3polis: hist\u00f3ria e arquitetura do edif\u00edcio<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/icmbio\/pt-br\/assuntos\/biodiversidade\/unidade-de-conservacao\/unidades-de-biomas\/marinho\/lista-de-ucs\/resex-marinha-do-pirajubae\/Plano_de_Manejo_Resex_Pirajubae.pdf\">ICMBio \u2014 Plano de Manejo da Reserva Extrativista Marinha do Pirajuba\u00e9<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/periodicos.uesc.br\/index.php\/cultur\/article\/download\/3596\/2470\">Revista Cultur \u2014 sequ\u00eancia de camar\u00e3o e identidade gastron\u00f4mica da Lagoa da Concei\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/cidadecriativa.floripa.br\/en\/\">Florian\u00f3polis Cidade Criativa da Gastronomia<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.unesco.org\/en\/creative-cities\/florianopolis?hub=80094\">UNESCO \u2014 Florian\u00f3polis Creative City of Gastronomy<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/biblioteca.epagri.sc.gov.br\/consulta\/busca?b=ad&#038;biblioteca=vazio&#038;busca=%28autoria%3A%22Dortzbach%2C+D.%22%29&#038;id=129577&#038;paginaAtual=16&#038;paginacao=t&#038;qFacets=%28autoria%3A%22Dortzbach%2C+D.%22%29&#038;sort=\">Epagri \u2014 estudo sobre a hist\u00f3ria e o territ\u00f3rio da ostra cultivada em Florian\u00f3polis<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/agricultura\/pt-br\/assuntos\/sanidade-animal-e-vegetal\/saude-animal\/programas-de-saude-animal\/vigilancia-de-contaminantes-em-moluscos-bivalves\">MAPA \u2014 vigil\u00e2ncia de contaminantes em moluscos bivalves<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00daltima revis\u00e3o editorial: 14 de agosto de 2026.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A culin\u00e1ria de Florian\u00f3polis n\u00e3o veio pronta de um \u00fanico lugar. Ela foi formada na Ilha, ao longo de s\u00e9culos, pelo encontro entre conhecimentos\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":92,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_cm_prep_time":"","_cm_cook_time":"","_cm_recipe_yield":"","_cm_cuisine":"","_cm_seo_description":"","_cm_affiliate_title":"","_cm_affiliate_description":"","_cm_affiliate_cta":"","_cm_affiliate_network":"","_cm_ingredients":"","_cm_instructions":"","_cm_affiliate_url":"","footnotes":""},"categories":[12],"tags":[55,57,56],"class_list":["post-91","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sabores-da-ilha","tag-culinaria-de-florianopolis","tag-cultura-manezinha","tag-historia-da-alimentacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cozinhamanezinha.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cozinhamanezinha.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cozinhamanezinha.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cozinhamanezinha.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cozinhamanezinha.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/cozinhamanezinha.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":122,"href":"https:\/\/cozinhamanezinha.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91\/revisions\/122"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cozinhamanezinha.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cozinhamanezinha.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cozinhamanezinha.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cozinhamanezinha.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}